4/12/2010

Mulheres

Graça, charme e sutileza, são atributos indispensáveis numa mulher. Vem antes da forma do seu corpo, do tipo de cabelo ou estatura. Uma mulher que se apresenta com essas três qualidades, é naturalmente encantadora. Marca e não é esquecida. A mulher verdadeira, se mostra boa amiga e boa amante. E a ordem deve ser exatamente essa. Amante no sentido completo. Mulheres amantes da vida, de seus amados, companheiras de corpo e alma, cumplices. Mulher que desafia pela competência, desperta pelo mistério e não pela exposição. Ser interessante, firme e elegante. Essa é a verdadeira mulher, a mulher que se guarda, se expondo com astúcia e cautela para quem julga merecedor. A verdadeira mulher, é a que não perde a delicadeza, a simplicidade e a clareza. Nós nos tornamos mulheres quando aprendemos a encantar apresentando o que somos, não o que temos. Porque ser mulher, não significa ter seios. Ser mulher é perceber que não há no mundo organismo vivo com tanto poder nas mãos como nós e aprender a explorar esse dote natural de forma a gerar o bem. Não há existência tão influente como a nossa, intuitiva por natureza. Nossa maneira única, espontânea e singela é tudo o que nós mulheres temos a oferecer e nossos principais atrativos. Belo exemplo são as mulheres do passado em quem devemos nos espelhar. Por serem as mulheres fortes que lutaram pelos direitos que hoje, nós temos. Mulheres que pela autência feminilidade inevitavelmente, são as verdadeiras damas. E não se deixem enganar, são as damas que fazem os cavalheiros.

9/21/2009

resumo rápido: dia 31 de dezembro de 2008 meus pais foram para Lumiar passar o reveillon na casa de minhas avós. eu fiquei em casa, esperando thiago, meu então melhor amigo que por acaso estava ficando comigo, para que na hora certa nós pegássemos um ônibus para São Pedro da Serra, ônibus no qual estaria Camila, amissíssima carioquíssima que veio ficar conosco uns dias em sua casinha agradável nas montanhas. ao longo da tarde em minha casa descobrimos coisas sensacionais, até que Camila ligou avisando que já estava na rodoviária, saimos correndo, pegamos o ônibus, em certa altura do caminho a encontramos. chegamos em São Pedro, descarregamos as "malas" em sua casa e encontramos Olívia. daí não me lembro mais o que fizemos, sei que encontramos Matheus e Bernard (o que me deixou mais feliz ainda) e fomos para o Estrela assistir ao show do Nó Cego. FOI A VIRADA DE ANO MAIS LINDA QUE EU JÁ TIVE! eu era só sorrisos, só sorrisos e felicidade, estava do lado de pessoas que eu amo, sentido a alegria que pairava no ar. perfeito. algumas horas da manhã fomos para a casa de Camila, Olívia para sua. Camila dormiu no sofá, não sei bem porque, acho que estava muito morta de cansaço, enquanto eu e Thiago dormimos no quarto com cama de solteiro, também não sei porque, sabendo que tinha uma cama de casal no quarto ao lado. enfim, foi uma ótima noite. talvez a primeira que dormimos juntos.


MEU DEUS, ta tarde, amanhã termino isso (:

5/04/2009

9/29/2008

"Depois do ato do amor sobrevinha um pouco de ódio ao amigo, como se ele houvesse penetradomuito longe na sua intimidade, violando a liberdade feminina. Porque essa liberdade era o que mais importava - era a sua razão de viver. O que mais poderia significar a vida de uma jovem senão a repulsa de velhas e sórdidas ligações e sujeições?
Ora, por mais que filosofassem sobre o assunto, aquelas relações sexuais constituíam uma das mais antigas sujeições. Os poetas que a glorificavam eram homens - a mulher sempre percebeu que há coisas mais elevadas que o amor físico. E, por experiência própria, estavam agora as duas convencidas disso. A bela e pura liberdade de uma mulher valia muito mais que o amor sexual. Triste é o atraso dos homens nesse ponto. Eles insistem na cópula, como cães.
E a mulher tem de ceder, tão infaltilmente teimosos os homens se mostram. Ou a mulher cede ou eles passam a se comportar como crianças malcriadas, que estragam tudo com seus amuos. Mas a mulher pode ceder só na aparência, conservando-se livre e dona de si lá no seu íntimo. É este um ponto que os poetas e os sexólogos não levam em consideração. Uma mulher pode receber um homem sem se entregar a ele, ou sem cair em eu poder - antes utilizando-se do sexo para adquirir poder sobre ele. Durante a cópula, basta que se contenha, que o deixa chegar ao clímax sem que com ela aconteça o mesmo. Por outro lado, ela pode prolongar o coito e conseguir seu orgasmo sem que o homem seja outra coisa senão mero instrumento."

Trecho de 'O amante de Lady Chaterlley', livro muito bom que eu estou lendo agora.

6/07/2008

desde o primeiro contato - mesmo que vago - existia a certeza de uma grandiosidade de intenções de ambas as partes. o que por si só já era um bom começo. tão intenso, quanto embaraçoso - apenas um esbarrão, uma palavra, dois olhares e dois sorrisos. daí o convite para um passeio, um café, uma cerveja, um beijo, algo mais e finalmente o tão esperado "mora comigo?".deveras assustadora a rapidez com que havia se desenrolado a história até aquele ponto, mas de fato não era uma má idéia. pensou no convite, cogitou a possibilidade... de primeira achou arriscado, mas o que na vida não o é? aceitou.na semana seguinte lá estava ela dormindo na cama dele - que também era dela agora. acordava de calcinha e camiseta, dava-lhe um beijo, então levantava para escovar os dentes e nada de colocar uma roupa "descente", afinal só estavam os dois em casa - ninguém mais. se orgulhava em ver somente duas escovas de dente na pia do banheiro, ficava mais feliz ainda de estar ali não temporariamente, as definitivamente. se olhava no espelho e via a escova entre os dentes, que não era a dele, como sempre usava quando o visitava casualmente e acabava por ficando lá, era a escova dela.interessante lhe servir café, fazer seu suco, seu almoço, servir sua janta. interessante mais ainda era beijá-lo e desejá-lo um ''bom dia'', com um sorriso bem largo, apoiada do lado de fora da porta do apartamento, com sua caneca colorida e seu cigarro na mão. era engraçado como tudo tinha acontecido tão rápido e perfeitamente. mal podia acreditar, mas acreditava.como coisas de casal, começaram as diferenças, as maquiagens espalhadas, as calcinhas penduradas, os ralos entupidos de cabelo colorido. assim como vieram as toalhas molhadas na cama, os sapatos jogados pela casa, as roupas sujas fora do lugar, a disputa pelo programa de televisão e pelo último pedaço do doce delicioso. vieram também as brigas, como é de se esperar.ela já não acordava mais de calcinha e camiseta - acordava de pijama mesmo. não lhe beijava antes de escovar os dentes, já não aguentava olhar aquelas duas ecovas juntas - a sua tão nova e a dele tão a mesma de antes. reclamava ao fazer café, reclamava ao ouvir o pedido do suco. almoço e janta eram nescessários e se não fosse não faria. desejava bom dia de onde estivesse, não sorria e não segurava mais a caneca colorida - havia quebrado, comprou uma comum mesmo.se atentou para a situação deplorável antes dele. nada poderia dar certo naquelas condições, ainda mais do jeito ligeiro que tudo tinha acontecido. como pôde acreditar que se realizaria morando e sendo sustentada por ele? fumou um cigarro com café, tomou um banho, se arrumou e saiu.comprou outro maço, parou para tomar mais um café. foi ficando tarde, mas ela não se importava - deixou o celular em casa. mais hora, menos hora, quem se importa? andando até a casa de uma amiga que não visitava há muito tempo, indo sem avisar, esbarrou em um homem bonito que sem querer derrubou seu cigarro. se olharam, pediram desculpas um ao outro, sorriram. ele o chamou para tomar um café, ela aceitou uma cerveja, depois aceitou um beijo, logo aceitou algo mais.no dia seguinte apareceu em casa para pegar sua escova e sua caneca - aquela comum, mesmo. explicou que havia conhecido alguém, ele era legal e ia fazê-la feliz. o deixou apoiado do lado de fora da porta, escorregando até o chão - quem disse que homens não choram?seguiu o corredor, desceu pelo elevador que ela odiava, adeus para o porteiro.na semana seguinte lá estava ela, acordando na cama do outro - que agora era dos dois. somente de calcinha e camiseta, se julgando feliz, foi escovar os dentes com sua escova nova, diferente da dele - toda esgarçada. sabia que cansaria da calcinha, da camiseta, da cama, do café, do suco, do almoço, da janta, do beijo, do sorriso, da porta, da caneca - que já era outra, do cigarro e finalmente do babaca que todo dia ia trabalhar incansavelmente.